segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

É verdade que o tempo transcorre de forma diferente no espaço?

Introdução:

Em algum momento de nossas vidas, todos nós ouvimos que o tempo transcorre de forma diferente no espaço. Será que o tempo no espaço realmente transcorre de forma diferente ao que é transcorrido na Terra?
Para entendermos melhor como o tempo funciona precisamos compreender uma das teorias mais revolucionárias do século XX, a famosa teoria da relatividade teorizada pelo físico alemão Albert Einstein no ano de 1915.

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Link:  https://www.biography.com/people/albert-einstein-9285408

Teoria da relatividade:

Em 1915, o físico alemão Albert Einstein desmentiu totalmente a ideia de que o tempo se comporta de maneira uniforme em todos os pontos do universo quando apresentou a sua famosa teoria da relatividade ao mundo. Esta teoria afirma que o tempo passa de forma relativa conforme o observador muda de referencial e velocidade no espaço. Esta teoria também afirma que o tempo é algo que se move constantemente. Mesmo no momento em que você está parando para ler esta postagem, o tempo continua a realizar seu movimento contínuo.
Em outras palavras, o tempo é relativo para todos. Para quem não entendeu esta última afirmação, vamos imaginar que eu consiga uma passagem para voar em um foguete a 80% da velocidade da luz durante quatro anos. Para mim, teriam se passado quatro anos, mas para quem estava na Terra teriam se passado dez anos. Resumindo, o tempo e o espaço são coisas que andam juntas. O tempo é relativo à velocidade em que se desloca no espaço.

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Link: http://www.esa.int/spaceinvideos/Videos/2011/06/ISS_with_Space_Shuttle_Endeavour_and_ATV-2_Docked

O tempo realmente transcorre de forma diferente no espaço?

Não! Mas como já dito, a velocidade com que nos deslocamos no espaço faz o tempo passar mais lentamente para nós. Ou seja, para os astronautas o tempo passa mais devagar porque eles estão se movendo muito rápido ao redor do planeta. Infelizmente, o efeito de dilatação temporal sentido pelos astronautas é extramente irrisório. Pois em seis meses, os astronautas ficam menos de um segundo mais jovem pelo fato de eles estarem se deslocando em velocidades extremamente inferiores a velocidade da luz.

                             Imagem relacionada
                                 
 Link:https://shelbyworld.wordpress.com/category/design/page/7/

Curiosidades sobre o fenômeno da dilatação temporal:

* A teoria de Einstein pode ser provada pelos satélites, já que eles se movem em altas velocidades ao redor da Terra. Por isso, os relógios dos satélites precisam ser acertados diariamente, pois eles sofrem atrasos de alguns milionésimos de segundos em relação ao tempo da Terra.
* Se nós pudéssemos viajar a velocidade da luz, o tempo pararia ao nosso redor simplesmente pararia.
*A gravidade também provoca dilatações no tempo, afetando o espaço-tempo ao seu redor. Mais detalhes sobre isso serão encontrados em uma próxima postagem.

Referências:

2-http://www.fisicamoderna.com.br/blog/vest/fm_dicas/ex03.pdf
3-https://pt.wikipedia.org/wiki/Relatividade_geral
4-http://ohiocitizen.org/no-time-frame-set-for-completing-final-coal-ash-regulations-epa-says/
5-https://www.biography.com/people/albert-einstein-9285408
6-https://shelbyworld.wordpress.com/category/design/page/7/

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens do blog.

Colaboradores:

Pedro Henrique Cintra, Pedro André Menezes de Moraes Amora, Gabriel Galheigo Rabello Sommer e Jonh Esdras.

Autor do artigo:

Gustavo Sobreira Barroso.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Não são aliens desta vez

Introdução:

Até três anos atrás, a praticamente desconhecida estrela KIC 8462852 - ou estrela de Tabby já que a primeira pessoa a falar nesta estrela foi a astrônoma americana Tabetha Boyajian da universidade de Lousiana - virou obsessão de vários astrônomos e loucos pelo espaço. A estrela ganhou esta fama repentina porque pesquisadores afirmaram que as drásticas variações de brilho da estrela poderiam ser explicadas porque a estrela poderia abrigar uma megaestrutura alienígena conhecida como esfera de Dyson. A ideia de alienígenas se afeiçoou tanto ao interesse público que mais de 1700 pessoas doaram 100 000 dólares para uma campanha do Kickstarter para financiar novas observações da estrela. De março de 2016 a dezembro de 2017, os astrônomos do observatório de Las Cumbres observaram a estrela com telescópios em todo o mundo. A campanha de observações observou quatro mergulhos de brilho de KIC 8462852 e as observações foram feitas por Tabetha Boyajian e mais duzentas pessoas.
Apesar da teoria da mega estrutura ser a mais tentadora, os cientistas encontraram uma explicação mais sólida para as variações extremas de brilho da estrela que afirma que as variações de brilho da estrela ocorrem devido a um monte de poeira que envolve a estrela. E isso significa que a teoria mais tentadora com envolvimento alienígena definitivamente não é a causa.
KIC 8462852 não é aclamada "a mais misteriosa estrela do universo" à toa, a estrela não age como qualquer estrela que já vimos. Suas flutuações de luz são extremas, escurecendo em até 20% o brilho da estrela às vezes e suas flutuações não são periódicas, o que exclui a possibilidade das flutuações serem provocadas por um trânsito planetário porque um planeta em órbita é capaz de escurecer uma estrela em no máximo 1% o brilho da estrela.
A estrela se localiza a 1280 anos-luz da Terra.


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                   Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=sU3cF5o_pJg

Afinal, o que é uma esfera Dyson?

Para quem não sabe, uma esfera de Dyson é uma hipotética mega estrutura alienígena primeiramente teorizada por Freeman Dyson a qual abrangeria uma estrela de modo a rodeá-la completamente, capturando toda ou grande parte de sua energia. A energia capturada da estrela por esta estrutura seria total ou quase totalmente aproveitada. Dyson especulou que tal estrutura seria uma consequência lógica da sobrevivência de quaisquer civilizações avançadas e ele ainda propôs que a busca de evidências sobre esta estrutura poderia levar à detecção de vida extraterrestre.
             
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                          Fonte:https://megacuriosidades.net/segunda-esfera-de-dyson/
                                  Imagem hipotética de uma esfera de Dyson.

Parâmetros físicos de KIC 8462852:

KIC 846852 é uma estrela que possui uma massa 43% que a do Sol, um raio 58 % maior que o da nossa estrela. Apresenta uma temperatura com cerca de mil graus mais quente que o Sol. A estrela é aproximadamente cinco vezes mais luminosa que o Sol.

Porque a teoria da mega estrutura não é mais aceita?

Durante campanha de observações do ano passado, os astrônomos se certificaram em medir a luz da estrela em diferentes comprimentos de onda- a luz dos picos e vales de uma onda viajam certas distâncias. A luz vermelha e azul, por exemplo, possuem comprimento de ondas diferentes: a luz azul é muito mais curta e comprida, enquanto a luz vermelha é muito mais alongada e esticada. Medir a luz de atenuação de KIC 8462852 em diferentes comprimentos de onda pode dizer mais aos cientistas mais informações sobre quaisquer objetos que estejam passando sobre a estrela. É importante lembrar que certos tipos de material irão filtrar a luz de maneira diferente.
"Se um objeto opaco, como um planeta ou uma mega estrutura alienígena, passasse na frente da estrela, isso bloquearia a luz vermelha e azul igualmente." Diz Jason Wrigth, um astrônomo e professor assistente da Universidade Estadual da Pensilvânia e um dos duzentos autores do mais recente artigo sobre KIC 8462852 que foi baseado em observações sobre a estrela em um período de 18 meses entre 2016 e 2017.
No entanto, os astrônomos descobriram que a luz azul foi muito mais bloqueada que a luz vermelha, isso já exclui a possibilidade de haver uma esfera de Dyson cobrindo a estrela porque uma estrutura deste tipo iria bloquear a luz azul e vermelha igualmente.
Uma vez que a luz azul tem comprimentos de ondas muito menores que a luz vermelha, ela é muito mais facilmente bloqueada por materiais menores como grãos finos como o pó. "Isso é característico de algo que está filtrando a luz". Diz Wrigth. " É o que você obtém quando você tem pó".
Em outras palavras, o que está bloqueando o brilho da estrela definitivamente não é opaco- como se espera de uma estrutura alienígena- e provavelmente filtra a luz como o pó.

Conclusão:

Fico claro que os mistérios da estrela de Tabby não estão relacionados com esfera de Dyson ou quaisquer estruturas extraterrestres, mas sim com a poeira em torno da estrela.
Apesar de agora sabermos que há um disco de poeira circundando a estrela, ainda não se sabe a origem da poeira e isso é mui importante para entendermos o comportamento anômalo da estrela de Tabby. Afinal, a poeira circundando a estrela pode vir da poeira que se aglomera para formar planetas. Já outra possibilidade de origem da poeira em torno de KIC 8462852 seria da destruição de planetas ou cometas. Por enquanto, esta questão está em aberto, mas futuramente teremos mais respostas sobre os mistérios desta estrela porque as observações sobre esta estrela vão continuar por um bom tempo e com isso teremos acesso muito mais informações.

                                                   
            Fonte:https://www.christiantoday.com/article/kic-8462852-update-astronomers-rule-out-the-possibility-of-alien-megastructure-as-cause-of-dimming/122984.htm
Imagem artística do disco de poeira que orbitaria em torno da estrela de Tabby.

Referências:

5-https://arxiv.org/pdf/1511.07908.pdf
6-https://en.wikipedia.org/wiki/Dyson_sphere
7-https://megacuriosidades.net/segunda-esfera-de-dyson/
8-https://www.christiantoday.com/article/kic-8462852-update-astronomers-rule-out-the-possibility-of-alien-megastructure-as-cause-of-dimming/122984.htm
9-http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/blog/observatorio/post/nao-sao-aliens.html
10-https://www.youtube.com/watch?v=sU3cF5o_pJg

Agradecimentos:

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Pedro Henrique Cintra, Pedro André Menezes de Moraes Amora, Gabriel Galheigo Rabello Sommer e Jonh Esdras.

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Gustavo Sobreira Barroso.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Objeto espacial misterioso passa pelo sistema solar.

Introdução:

A NASA descobriu um asteroide, que anteriormente acreditava-se ser um cometa, previamente chamado de C/2017 U1, depois rebatizado de A/2017 U1.
Este corpo fora proveniente de outro ponto da galáxia, mas ele apareceu no sistema solar para lhe dar uma rápida visita e ir embora.

Descoberta:

A/2017 U1 foi detectado no dia 19 de outubro por meio do telescópio espacial Pan-STARRS 1, localizado no vulcão Haleakala que se localiza no Havaí, EUA. Rob Weryk, professor do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, foi o primeiro a identificá-lo.
No começo, os astrônomos o consideraram um cometa, mas, depois concluíram que na verdade se tratava de um asteroide.
A NASA conclui também que este pode ser o primeiro "objeto interestelar" a passar pelo sistema solar, pois Rob Weryk afirma que : "seu movimento não pode ser explicado como a órbita de um cometa ou asteroide do sistema solar". 
Considerando essa informação, ele acredita que o astro veio de fora do sistema solar, sendo assim, o primeiro objeto interestelar a passar pelo sistema solar.
O objeto foi encontrado próximo a estrela Vega, na constelação de Lira. O ponto mais próximo que esteve da estrela foi até dia 9 de setembro.
O mais perto da Terra que este asteroide chegou foi cerca de 24 milhões de quilômetros, no dia 14 de outubro e ele ainda esteve por baixo do nosso planeta neste mesmo dia. Nunca houve risco deste objeto sequer colidir corpo do sistema solar devido a sua grande velocidade que lhe permitiu escapar da atração gravitacional de todos os corpos do sistema solar.
Pôde-se provar que este corpo não veio do sistema solar por causa de sua passagem extremamente hiperbólica durante sua trajetória indica que nunca sofreu mudanças significativas devido às forças gravitacionais dos corpos do sistema solar, portanto, não se pode atribuir.

Detalhes físicos e orbitais:

Por ter sido descoberto recentemente, pouco se sabe sobre A/2017 U1. A partir da mudança de brilho do objeto, a equipe inferiu que o corpo possui um comprimento de 400 metros, um diâmetro (ou largura)de 40 metros, uma órbita com uma grande excentricidade que é igual a 1,19949, o que torna sua órbita hiperbólica e isso mostra que este objeto nunca mais passará pelo sistema solar. Como já foi dito anteriormente, a velocidade do objeto é suficiente para escapar da gravitacional de todos os outros objetos do sistema solar.
O objeto surgiu do ponto "de cima" do plano onde os planetas orbitam o Sol, mas devido a atração exercida pelo Sol, a trajetória do objeto fez uma curva e começou a passar por baixo do sistema solar. Ainda antes do Sol mudar sua trajetória devido a sua atração, ele ainda passou entre a órbita de Mercúrio e o Sol.
                
Órbita de A/2017 U1. A órbita tem um formato hiperbólico e ainda passou "por baixo" da Terra como vemos na imagem.

Curiosidade:

Há cem anos, o objeto estava localizado a cerca de 561 UA ( 84 bilhões de quilômetros) do Sol  e este estava viajando a uma velocidade de 26,33 km/s em direção ao Sol. A velocidade do objeto continuou aumentando até alcançar 87,71 km/s. No dia da descoberta, o objeto já havia tido sua velocidade reduzida para 46 km/s e ele continuará assim até voltar a sua velocidade original de 26 km/s.
O semieixo-maior de sua órbita é -1,2799 UA e a sua rotação dura 7,34 horas.
Sua velocidade em relação a outras estrelas próximas do sistema solar está próxima de 5 km/s, o que também indica sua origem.
Estudos indicam que este objeto é proveniente de uma nuvem de Oort do sistema de Alfa Centauri, o sistema mais próximo da Terra.
Em 2019, o objeto passará pela órbita de Saturno e ele deixará o sistema solar em apenas 20 000 anos (pouco para o tempo astronômico).

Referências:



3-http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/nasa/objeto-espacial-misterioso-move-se-e-intriga-cientistas

4-https://arxiv.org/pdf/1710.11364.pdf

5-https://arxiv.org/pdf/1711.05687.pdf

6-https://www.noao.edu/news/2017/pr1706.php

7-http://www.sci-news.com/astronomy/interstellar-asteroid-oumuamua-05449.html

8-https://arxiv.org/pdf/1711.06214.pdf

9-https://www.eso.org/public/images/eso1737f/

10-https://www.nature.com/articles/nature25020.epdf?referrer_access_token=bdqPVtReonAiHVzXKdj6l9RgN0jAjWel9jnR3ZoTv0Meq0Enr9vXzn_d5_zYhkBmRZHHUjosLCeQatwP0_3DgloqIT2k2nDNmIuPHWlSP96wFM1Qt1ZhALVS989svMNRCxQ-Yl-TbfzpqgS-2Lsp6jaa7NA4IK9VHmSI_X4Km3XIfx1NwHK5oBsVjpBekAY5oaKnI8U0UpehT0cbnw5EdQ%3D%3D

Agradecimentos:

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Pedro Henrique Cintra, Pedro André Menezes de Moraes Amora, Gabriel Galheigo Rabello Sommer.

Autor do artigo:


Gustavo Sobreira Barroso.


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Tau Ceti

Introdução

Tau Ceti é uma estrela anã localizada a cerca de 12 anos-luz que possui cinco planetas que foram descobertos em 2012, sendo que, dois não foram confirmados.
Todos os planetas apresentam composição rochosa e a

Paralaxe:

Baseado em pesquisas realizadas em 2012, pode-se dizer que Tau Ceti apresenta uma paralaxe de 0,27396 segundos de arco, o que é equivalente a 3,65 parsecs ou 11,9 anos-luz.
Estes planetas foram anunciados no dia 19 de dezembro de 2012.
                                Resultado de imagem para tau ceti
Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Tau_Ceti

Detalhes físicos de Tau Ceti A- a estrela mãe do sistema:

Tau Ceti é uma estrela anã vermelha que pertence a classe espectral M4.5, possui uma massa de 0,13 massa solares e uma temperatura efetiva de 5344 K. Possui uma luminosidade equivalente a 0,488 vezes a luminosidade do Sol. Tau Ceti possui uma magnitude visual de 12,1, sendo assim, não visível a olho nu.
A estrela possui um raio de 0,793 vezes o raio do Sol.
A estrela apresenta uma idade de 5,8 bilhões de anos, sendo assim, um pouco mais antiga que o Sol.
Esta estrela possui uma rotação de 34 dias.
                       

Tau Ceti  e Tau Ceti b (órbita e detalhes físicos do planeta):

Tau Ceti e Tau Ceti b se orbitam com um semieixo maior de 0,105 UA em um período orbital de 13,965 dias ao longo de uma orbita que apresenta uma excentricidade de 0,0, sendo assim, uma órbita circular.
Tau Ceti b é um planeta extrassolar  possui uma massa mínima de duas vezes a massa da Terra.

Tau Ceti e Tau Ceti c (órbita e detalhes físicos do planeta):

Tau Ceti e Tau Ceti c se orbitam com um semieixo maior de 0,195 UA em um período orbital de 35,362 dias ao longo de uma órbita que apresenta uma excentricidade menor que 0,04.
Tau Ceti c é um planeta extrassolar que possui uma massa mínima de 3,1 vezes a massa da Terra, o que é uma massa semelhante a da Terra.                                                                                                    
                                                              

Os planetas alienígenas nas proximidades não são tão amigáveis ​​depois de tudo
Fonte:https://www.space.com/29191-exoplanets-tau-ceti-alien-life.html

Tau Ceti e Tau Ceti d (órbita e detalhes físicos do planeta):

Tau Ceti  e Tau Ceti c se orbitam com um semieixo maior de 0,374 UA em um período orbital de 94,11 dias ao longo de uma órbita que apresenta uma excentricidade de 0,08.
Tau Ceti d é um planeta extrassolar  possui uma massa mínima de 3,6 vezes a massa da Terra.

Tau Ceti e Tau Ceti e (órbita e detalhes físicos do planeta):

Tau Ceti e é um planeta não confirmado.
Tau Ceti  e Tau Ceti c se orbitam com um semieixo maior de 0,552 UA durante um período orbital de 168,12 dias ao longo de uma órbita que apresenta uma excentricidade de 0,05
Tau Ceti d é um planeta extrassolar  possui uma massa mínima de 4,3 vezes a massa da Terra.

Tau Ceti e Tau Ceti f (órbita e detalhes físicos do planeta):

Tau Ceti f é um super-planeta não confirmado orbitando Tau Ceti. 
Ambos se orbitam com um semieixo maior de 1,35 UA em um período orbital de 642 dias ao longo de uma órbita que apresenta uma excentricidade de 0,03.
Sua órbita lhe coloca na zona habitável, apesar de não se ter certeza se este planeta pode ser habitado por causa do risco de este planeta ser constantemente bombardeado pelos cometas e asteroides oriundos do disco de detritos do sistema.
Tau Ceti d é um planeta extrassolar  possui uma massa mínima de 6,6 vezes a massa da Terra, sendo assim, uma super-terra.

Disco de detritos:

Em 2004, uma equipe de astrônomos no Reino Unido liderada por Janes Graves descobriu que Tau Ceti possui um disco de detritos que possui dez vezes mais a quantidade de material  cometário e asteroide orbitando-o do que o Sol. Isto foi descoberto medindo o disco de poeira fria em órbita da estrela produzida pelas pequenas colisões que ocorrem no disco. Este resultado impede a formação de vida complexa, pois qualquer planeta sofreria graves eventos de impactos dez vezes maior nos que ocorrem no sistema solar.
Graves observou em sua pesquisa que "é provável que [quaisquer planetas] experimentem um bombardeio constante de asteroides do tipo que acredita-se ter destruído os dinossauros". No entanto é possível que haja não ser um planeta gasoso como Júpiter pudesse desviar os cometas e asteroides.
O disco de detritos foi descoberto medindo a quantidade de radiação emitida pelo sistema na porção infravermelho distante do sistema. O disco apresenta uma característica simétrica centrada na estrela e o raio externo é próximo de 55 UA. A falta de radiação infravermelha nas partes mais quentes do disco implicam um corte interno em um raio de 10 UA.
Em comparação com o cinturão de Kuiper do sistema Solar que se entre de 30 a 50 UA. Para manter-se sobre um longo tempo, este anel deve ser abastecido constantemente por colisões de corpos maiores. Grande parte do disco de Tau Ceti parece estar em órbita de Tau Ceti a uma distância de 35 a 50 UA, bem distante da zona habitável do sistema. A esta distância de sua respectiva estrela, este disco pode ser um análogo ao cinturão de Kuiper que fica fora da órbita de Netuno no sistema solar.
O disco de Tau Ceti nos mostra que as estrelas não precisam perder discos grandes à medida que envelhecem e que um cinto tão grande pode não ser um fenômeno incomum entre as estrelas semelhantes ao Sol.
O cinto de Tau Ceti é 20 vezes menos denso que o disco em torno de seu vizinho, Epsilon Eridani.
A falta relativa de detritos ao redor Sol pode ser o caso incomum em estrelas semelhantes a nossa. O astrônomo britânico Mark Wyatt, membro da equipe de Janes Graves, diz que o Sol pode ter passado relativamente perto de outra estrela em algum momento de sua história e que em outro encontro, esta estrela teria despojado grande parte dos asteroides e cometas de todo o Sol.
Estrelas com grandes discos de detritos alteraram o pensamento sobre as formações planetárias; estrelas com grandes discos de pó e detritos, onde o pó é gerado por continuamente por colisões, poem formar planetas prontamente.
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Disco de detritos do sistema de Beta Pictores a 63,4 anos-luz da Terra.
Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Beta_Pictoris

Notas:

* UA é o acrônimo de Unidade Astronômica. Uma unidade astronômica é equivalente a distância entre a Terra e o Sol.

Referências: 

3-https://arxiv.org/pdf/1408.2791.pdf
4-https://pt.wikipedia.org/wiki/Beta_Pictoris
5-https://www.space.com/29191-exoplanets-tau-ceti-alien-life.html
6-https://web.archive.org/web/20071224211320/http://media.newscientist.com/article.ns?id=dn6123

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens do blog.

Colaboradores:

Pedro Henrique Cintra, Pedro André Menezes de Moraes Amora, Gabriel Galheigo Rabello Sommer.

Autor do artigo:


Gustavo Sobreira Barroso.


domingo, 8 de outubro de 2017

YZ Ceti.

Introdução

YZ Ceti é uma estrela anã localizada a cerca de 12 anos-luz que possui três planetas que foram descobertos em 2016, mas foram anunciados em 2017.
Todos os planetas apresentam composição rochosa e alguns deles são habitáveis.

Paralaxe:

Baseado em pesquisas realizadas em 2017, pode-se dizer que YZ Ceti apresenta uma paralaxe de 0,27101 segundos de arco, o que é equivalente a 3,9 parsecs ou 12 anos-luz.
Estes planetas foram anunciados no dia 10 de agosto de 2017.

Detalhes físicos de YZ Ceti A- a estrela :

YZ Ceti é uma estrela anã vermelha que pertence a classe espectral M4.5, possui uma massa de 0,13 massa solares e uma temperatura efetiva de 3056 K. Possui um raio equivalente a 0,168 vezes o raio do Sol. YZ Ceti possui uma magnitude visual de 12,1, sendo assim, não visível a olho nu.
A estrela apresenta uma idade de 5 bilhões de anos, sendo assim, um pouco mais antiga que o Sol.
                                Resultado de imagem para YZ ceti
YZ Ceti, uma das estrelas mais próximas da Terra e muito próxima do sistema estelar de Tau Ceti, a estrela mais brilhante da imagem.
   Fonte:http://ourstellarneighborhood.blogspot.com.br/2007/07/yz-ceti.html

YZ Ceti  e YZ Ceti b (órbita e detalhes físicos do planeta):

YZ Ceti e YZ Ceti b se orbitam com um semieixo maior de 0,01557 UA em um período orbital de 1,96876 dias ao longo de uma orbita que apresenta uma excentricidade de 0,0, sendo assim, uma órbita circular.
YZ Ceti b é um planeta extrassolar  possui uma massa de 0,75 vezes a massa da Terra.

YZ Ceti eYZ Ceti c (órbita e detalhes físicos do planeta):

YZ Ceti e YZ Ceti c se orbitam com um semieixo maior de 0,0209 UA em um período orbital de 3,06008 dias ao longo de uma órbita que apresenta uma excentricidade menor que 0,04.
YZ Ceti c é um planeta extrassolar que possui uma massa de 0,98 vezes a massa da Terra, o que é uma massa semelhante a da Terra.

YZ Ceti e YZ Ceti d (órbita e detalhes físicos do planeta):

YZ Ceti  e YZ Ceti c se orbitam com um semieixo maior de 0,02764 UA em um período orbital de 4, dias ao longo de uma órbita que apresenta uma excentricidade de 0,119.
YZ Ceti d é um planeta extrassolar  possui uma massa de 1,14 vezes a massa da Terra.

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens do blog.

Colaboradores:

Pedro Henrique Cintra, Pedro André Menezes de Moraes Amora, Gabriel Galheigo Rabello Sommer.

Autor do artigo:


Gustavo Sobreira Barroso.




quarta-feira, 4 de outubro de 2017

TRAPPIST-1

Introdução

TRAPPIST-1 é uma estrela anã localizada a cerca de 39,5 anos-luz que possui sete planetas que foram descobertos em 2016, mas foram anunciados em fevereiro de 2017.
Todos os planetas apresentam composição rochosa e alguns deles são habitáveis.

Paralaxe:

Baseado em pesquisas realizadas em 2016 e 2017, pode-se dizer que TRAPPIST-1 apresenta uma paralaxe de 0,08258 segundos de arco, o que é equivalente a 12,11 parsecs ou 39,5 anos-luz.

Detalhes físicos de TRAPPIST-1A- a estrela :

TRAPPIST-1 é uma estrela anã vermelha que pertence a classe espectral M8, possui uma massa de 0,0802 massa solares e uma temperatura efetiva de 2550 K. Possui uma luminosidade equivalente a 0,000525 vezes a luminosidade do Sol. TRAPPIST-1 possui uma magnitude visual de 18,8, sendo assim, não visível a olho nu.
A estrela apresenta uma idade maior que 500 milhões de anos e por ela ser uma estrela anã muito pouco luminosa, ela poderá viver até 12 trilhões de anos.
                                                             

Imagem de TRAPPIST-1a, a estrela-mãe dos planetas em comparação com o Sol ( a maior estrela da imagem à esquerda).
fonte:http://www.trappist.one/#system 

Detalhes físicos de TRAPPIST-1b:

TRAPPIST-1b é um planeta extrassolar  possui uma massa de 0,85 vezes a massa da Terra, uma temperatura s em sua superfície de 400,1 K (126,95 °C ou 260,51 °F), um raio de 1,086 vezes o raio da Terra. Possui densidade igual a 3,4 g/cm^3 .

Órbita entre TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1b:

TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1b se orbitam com um semieixo maior de 0,01111 UA em um período orbital de 1,5108739 dias ao longo de uma orbita que apresenta uma excentricidade de 0,019. 
  Imagem de TRAPPIST-1b.
 fonte:http://www.trappist.one/#system

Detalhes físicos de TRAPPIST-1c:

TRAPPIST-1c é um planeta extrassolar  possui uma massa de 1,38 vezes a massa da Terra, uma temperatura superficial de 341,9 K (68,75 °C ou  155,75 °F), um raio de 1,056 raios terrestres.
Possui densidade igual a 7,63 g/cm^3.

Órbita entre TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1c:

TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1c se orbitam com um semieixo maior de 0,01522 UA em um período orbital de 2,421818 dias ao longo de uma orbita que apresenta uma excentricidade menor que 0,083. 

 Imagem de TRAPPIST-1c.          
Fonte:http://www.trappist.one/#system

Órbita entre TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1d:

TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1c se orbitam com um semieixo maior de 0,02145 UA em um período orbital de 4,04982 dias ao longo de uma orbita que apresenta uma excentricidade de 0,003.

Detalhes físicos de TRAPPIST-1d:

TRAPPIST-1d é um planeta extrassolar  possui uma massa de 0,41 vezes a massa da Terra, uma temperatura superficial de 288 K (ou 14,85 °C), um raio de 0,772 raios terrestres.
Possui densidade igual a 3,95 g/cm^3.

Imagem de TRAPPIST-1d.
fonte: http://www.trappist.one/#system

Órbita entre TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1e:

TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1e se orbitam com um semieixo maior de 0,02818 UA em um período orbital de 6,09957 dias ao longo de uma orbita que apresenta uma excentricidade de 0,007.

Detalhes físicos de TRAPPIST-1e:

TRAPPIST-1d é um planeta extrassolar  possui uma massa de 0,24 vezes a massa da Terra, uma temperatura superficial de 251,3 K (ou -21,85°C), um raio de 0,918 raios terrestres.
Possui densidade igual a 1,71 g/cm^3.

Imagem de TRAPPIST-1e.
fonte:  http://www.trappist.one/#system

Órbita entre TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1f:

TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1f se orbitam com um semieixo maior de 0,0371 UA em um período orbital de 9,20648 dias ao longo de uma orbita que apresenta uma excentricidade de 0,011. 

Detalhes físicos de TRAPPIST-1f:

TRAPPIST-1e é um planeta extrassolar  possui uma massa de 0,36 vezes a massa da Terra, uma temperatura superficial de 219 K (ou -21,85 °), um raio de 1,045 raios terrestres.
Possui densidade igual a 1,74 g/cm^3.
                                         
Imagem de TRAPPIST-1f.
fonte: http://www.trappist.one/#system
                                                               

Órbita entre TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1g:

TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1g se orbitam com um semieixo maior de 0,0451 UA em um período orbital de 12,35281 dias ao longo de uma orbita que apresenta uma excentricidade de 0,003. 

Detalhes físicos de TRAPPIST-1g:

TRAPPIST-1e é um planeta extrassolar  possui uma massa de 0,566 vezes a massa da Terra, uma temperatura superficial de 198,6 K (ou -74,55 °C), um raio de 1,127 raios terrestres.
Possui densidade igual a 2,18 g/cm^3.
Imagem de TRAPPIST-1g.
fonte: http://www.trappist.one/#system

Órbita entre TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1h:

TRAPPIST-1 e TRAPPIST-1h se orbitam com um semieixo maior de 0,0596 UA em um período orbital de 18,76626 dias ao longo de uma orbita que apresenta uma excentricidade de 0,086. 

Detalhes físicos de TRAPPIST-1h:

TRAPPIST-1h é um planeta extrassolar  possui uma massa de 0,86 vezes a massa da Terra, uma temperatura superficial de 167 K (ou -106,15 ° C), um raio de 0,715 raios terrestres.
Possui densidade igual a 1,27 g/cm^3.
                                                             
Imagem de TRAPPIST-1h.
fonte: http://www.trappist.one/#system

Referências:

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens do blog.

Colaboradores:

Pedro Henrique Cintra, Pedro André Menezes de Moraes Amora, Gabriel Galheigo Rabello Sommer.

Autor do artigo:


Gustavo Sobreira Barroso.




segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Luyten 726-8.

Introdução:

Luyten 726-8 é um sistema estelar triplo que compreende três estrelas vermelhas a uma distância de 11,3 anos-luz. A estrela primária possui uma magnitude aparente de 12,7 enquanto, o companheiro secundário é uma estrela fraca de magnitude 13,2.  Luyten 726-8 B é conhecida também pela designação de estrela varíavel UV Ceti, sendo arquétipo para esta classe de estrelas Flare.
Esta estrela se encontra na constelação de Cetus (a baleia).

                                                         Resultado de imagem para luyten 726-8
Fonte:http://www.decifrandoastronomia.com.br/2017/04/luyten-726-8-ab-capitulo-13-da-serie.html

Paralaxe:

Baseado em pesquisas realizadas pelo astrônomo Pierre Kervella (em 2016) , pode-se dizer que Lyuten 726-8 apresenta uma paralaxe de 0,3737 segundos de arco, o que é equivalente a 2,675 parsecs ou 8,73 anos-luz.

Detalhes físicos de Luyten 726-8 A:

Luyten 726-8 A é uma estrela que pertence a classe espectral M5.5 V, possui uma massa de 0,1225 massas solares e um raio de 0,165 raios solares. A estrela apresenta uma aceleração gravitacional superficial de 5,092 cgs.

Detalhes físicos de Luyten 726-8 B:

Luyten 726-8 B é uma estrela que pertence a classe espectral M6 V, possui uma massa de 0,1195 massas solares e um raio de 0,159 raios solares.A estrela apresenta uma aceleração gravitacional superficial de 5,113 cgs.


Órbita entre Luyten 726-8 A e B:

Luyten A e B se orbitam com um semieixo maior de 5,51 UA em um período orbital de 26,284 anos ao longo de uma orbita que apresenta uma excentricidade de 0,6185. A separação entre as duas estrelas varia entre 2,1 e 8,92 UA. Esta órbita está inclinada em 307,82 graus em relação ao plano do céu.

Referências:

3-http://www.decifrandoastronomia.com.br/2017/04/luyten-726-8-ab-capitulo-13-da-serie.html

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens do blog.

Colaboradores:

Pedro Henrique Cintra, Pedro André Menezes de Moraes Amora, Gabriel Galheigo Rabello Sommer.

Autor do artigo:


Gustavo Sobreira Barroso.