domingo, 8 de abril de 2018

Buracos negros parte 3: Classificações

Introdução:

Como já mencionado anteriormente, buracos negros são regiões do espaço-tempo que apresentam campos gravitacionais tão fortes que nada, mesmo se deslocando à velocidade da luz, consegue escapar deles.
Estes corpos foram previstos pela teoria da relatividade de Albert Einstein, em 1915.
A existências destes objetos já foi considerada pela primeira vez no século 18 por John Michell e Pierre-Simon Laplace. Mas devido à falta de equipamentos na época, todos desistiram de realizar mais observações a procura destes corpos e não confirmaram sua existência.
Após a apresentação da teoria da Relatividade ao mundo, diversos cientistas apresentaram soluções para as equações de campo de Einstein, que descrevem objetos com altos campos gravitacionais e  com algumas propriedades físicas que são rotação, momentum angular e carga elétrica.

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      Fonte:https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/06/primeira-imagem-de-um-buraco-negro-ficara-pronta-em-2017.html

Buracos negros de Schwarschild:

São os buracos negros mais simples que se encontram na natureza porque eles não apresentam momentum angular, rotação e carga elétrica. Mas apresentam apenas sua massa. Eles são chamados assim porque a teoria que os descrevem foi desenvolvida primeiramente por Karl Schwarschild, no ano de 1916, poucos meses após Einstein ter apresentado sua teoria da relatividade ao mundo.

Buracos negros rotativos ou buracos negros de Kerr:

Os buracos negros rotativos são os mais comuns na natureza. Estes corpos também são conhecidos como buracos negros de Kerr porque a teoria que os descreve foi desenvolvida primeiramente pelo matemático neozelandês Roy Kerr no ano de 1963.
Estes buracos negros apresentam massa, rotação e, consequentemente, momentum angular.
Estas duas últimas propriedades existentes neles decorrem do fato de que as estrelas que os formaram apresentavam rotação. Quando essas colapsaram, o núcleo delas continuou a ter rotação e, por consequência, isso também aconteceu quando elas se tornaram buracos negros por meio da sua conservação do momentum angular. 
Esses corpos se dividem em várias partes que são:

Singularidade
Ponto no espaço-tempo no qual toda massa, relacionada com sua densidade e a sua curvatura do espaço-tempo,que está associado com o seu campo gravitacional, são infinitos. Os núcleos dos buracos negros são singularidades do espaço-tempo. Toda informação que cair na singularidade não poderá ser observada por quaisquer observadores externos e, por isso, não se poderá saber nada que acontecer a ela.

Horizonte de Eventos:
Como já mencionado em outras postagens, o horizontes de eventos é uma região dos buracos negros no qual a velocidade de escape é maior que a velocidade da luz. Nada consegue escapar desta região, pois tanto os fotóns quanto a matéria são puxadas para a singularidade do buraco negro e nunca mais conseguem escapar. Esta região é considerado por muitos o buraco negro em si.


Ergosfera:
Região fora do horizonte de eventos de um buraco negro onde o campo gravitacional gira juntamente com ele arrastando o espaço tempo ao seu redor. Devido a esse arrasto, qualquer corpo que se encontre na ergosfera não pode parecer estacionário em relação a um observador distante.
Seu nome foi proposto primeiramente por Remo Ruffini e Jonh Archbald Wheeler durante palestras de Les Houches no ano de 1971 e ele é derivado da palavra de origem latina "ergon" que significa trabalho. Ela recebeu esse nome porque teoricamente pode-se extrair massa e energia dela.
A ergosfera toca o horizonte de eventos nos polos de um buraco negro rotativo e ela se estende por um raio maior no equador.
Em buracos negros com uma baixa rotação na massa central, a ergosfera apresenta a forma de uma esfera oblato. Já nos buracos negros com alta rotação na massa central, ela apresenta um formato semelhante ao de uma abóbora.
Segundo a teoria da relatividade geral, todo corpo rotativo com massa provoca distorções no espaço-tempo. Esse fenômeno é conhecido como efeito Lense-Thirring.
Ela apresenta um formato oval devido a distorções no espaço-tempo provocadas pela rotação do próprio buraco negro. Seu raio equatorial máximo corresponde ao raio de Schwarschild. Já o seu raio polar mínimo é menor que metade do seu raio de Schwarschild.

Limite estático:
É a região que se encontra na superfície da ergosfera, onde as forças gravitacionais começam a influenciar o movimento dos objetos. Nesta região, nenhum objeto consegue se encontrar estacionário. Conforme a distância entre o objeto e o horizonte de eventos varie, a influência pode ser maior ou menor. 
Próximo ao horizonte de eventos, onde a velocidade de escape é maior que a velocidade da luz, a força gravitacional do buraco negro irá romper o objeto e depois irá atraí-lo para a singularidade. Quando se está longe do horizonte de eventos, os efeitos são inexistentes.


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Exemplo de buraco negro rotativo. Pode-se perceber que o espaço-tempo está sendo arrastado pela rotação do buraco negro.
    Fonte:http://www.if.ufrgs.br/~thaisa/buracos-negros/ 



Buracos negros de Kerr-Newman:

São buracos negros que apresentam massa, rotação, momentum angular e carga elétrica. A única diferença que apresentam em relação aos buracos negros rotativos é o fato de apresentarem cargas elétricas. Eles são conhecidos por esse nome porque a teoria que os descreve foi desenvolvida primeiramente pelo físico americano Ezra "Ted" Newman no ano de 1965, a partir da teoria descrita por Roy Kerr dois anos antes.
Esses tipos de buracos negros não são comuns na natureza porque a maioria dos buracos negros não se formam com uma carga elétrica significativa.

Referências:

6-https://arxiv.org/pdf/1307.2891.pdf
7-https://arxiv.org/pdf/1512.03818.pdf
8-http://davidstar.org/english/physics/relativity_quantum/Anti_gravity.htm
9-http://u2.lege.net/cetinbal/clasmecrelativity.htm
10-https://en.wikipedia.org/wiki/Kerr%E2%80%93Newman_metric
11-https://en.wikipedia.org/wiki/Black_hole
12-https://pt.wikipedia.org/wiki/Horizonte_de_eventos
13-https://en.wikipedia.org/wiki/Frame-dragging
14-http://astrophysicsformulas.com/astronomy-formulas-astrophysics-formulas/gravitational-radius/
15-http://www.astronomysource.com/tag/what-is-an-ergosphere/
16-http://astrophysicsformulas.com/astronomy-formulas-astrophysics%20formulas/event-horizon-of-a-black-hole/
17-http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/Relativ/blahol.html#c2
18-https://en.wikipedia.org/wiki/Surface_gravity
19-https://arxiv.org/pdf/1412.5432.pdf
20-http://www.hartmanhep.net/topics2015/2-bhthermo.pdf
21-https://arxiv.org/ftp/physics/papers/0608/0608080.pdf
22-https://arxiv.org/pdf/1103.0750.pdf
23-https://science.howstuffworks.com/dictionary/astronomy-terms/black-hole2.htm
24-https://link.springer.com/article/10.1023/A:1001908131543
25-https://astronomy.stackexchange.com/questions/23476/the-size-of-the-radius-of-the-event-horizon-of-a-black-hole-created-by-the-merge
26-https://arxiv.org/pdf/1306.1019.pdf
27-https://www.quora.com/Is-a-black-hole-tangible-What-exactly-is-the-event-horizon-What-is-escape-velocity
28-file:///C:/Users/Carol/Downloads/Definition-Rotary-Black-Holes-Kerr-15-04-10%20(1).pdf
29-http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.741.2923&rep=rep1&type=pdf
30-http://nrumiano.free.fr/Estars/int_bh2.html
31-https://www.slideserve.com/iria/thermodynamics-of-kerr-ads-black-holes
32-https://www.emis.de/journals/LRG/Articles/lrr-2013-7/articlese6.html
33-http://iopscience.iop.org/article/10.1088/0004-637X/709/2/725/pdf
34-https://arxiv.org/pdf/1011.4127.pdf
35-https://science.howstuffworks.com/dictionary/astronomy-terms/black-hole1.htm
36-https://en.wikipedia.org/wiki/Ergosphere
37-http://astronomy-universo.blogspot.com.br/2010/02/singularidade-gravitacional.html
38-https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/06/primeira-imagem-de-um-buraco-negro-ficara-pronta-em-2017.html
39-http://www.if.ufrgs.br/~thaisa/buracos-negros/
40-https://arxiv.org/pdf/1507.06153.pdf
41-https://arxiv.org/abs/1602.03837
42-http://iopscience.iop.org/article/10.1088/1742-6596/716/1/012002/pdf
43-https://arxiv.org/pdf/1309.1606.pdf
44-http://faculty.washington.edu/goussiou/486_W15/Soberi_BlackHole.pdf
45-https://www.aanda.org/articles/aa/pdf/2013/04/aa19724-12.pdf

segunda-feira, 5 de março de 2018

O tesla de Elon Musk pode acabar com a vida em Marte

O que é o Tesla Roadster?

Para quem não conhece muita coisa sobre o Tesla Roadster, pode-se dizer que ele é um carro elétrico esporte que serviu como carga de teste para o voo de teste do foguete Falcon Heavy. Um manequim apelidado de Starman "dirige" o carro vestindo um traje espacial. O Tesla Roadster de 2008 e o foguete Falcon Heavy são ambos produtos das empresas Tesla Motors e Space X do Elon Musk. Esse carro era usado antigamente por Musk para ir ao trabalho e se tornou o primeiro carro do consumidor a viajar pro espaço.

                                           Imagem relacionada
Foto do Tesla e do Starman observando a Terra.

Detalhes:

O Tesla Roadster de Elon Musk que foi lançado para o espaço no dia 6 de fevereiro pela Space X pode ser o maior abrigador de bactérias terrestres que foi lançado ao espaço. Se ele entrar em rota rumo ao planeta Marte, ele se torna uma ameaça à vida biológica de Marte, caso ela exista. 
Antes de ter sido lançado ao espaço, o carro elétrico não foi esterilizado como se faz com todas as naves que vão ao espaço.
Segundo relatórios da NASA, entende-se que a presença de bactérias terrestres pode ameaçar a vida em outros planetas e, por isso, quaisquer naves que viajam para os planetas do sistema solar têm que ser esterilizadas antes de partir para o espaço.
"É como uma espécie invasora,  os organismos da Terra poderiam prosperar noutro planeta e acabar com os organismos nativos. Em caso de haver vida biológica em Marte, esta corre perigo de ser contaminada por outros organismos terrestres, e se estes se adaptarem, apoderar-se-iam do planeta vermelho, pelo que sabemos que não o que acontecerá disseram cientistas da universidade de Purdue EUA. As temperaturas baixas, a alta taxa de radiação cósmica e a baixa pressão são condições do espaço que lhe tornam inóspito, mas apesar disso, este meio pode não ser tão mortal porque as bactérias entram em condição latente no vácuo espacial até que encontre as condições adequadas à vida.
A NASA já se declarou contra a ação levada a cabo por Musk porque acredita que é uma ação totalmente insegura que levaria ao total comprometimento do estudo de vida no planeta vermelho.
A maior preocupação da diretora de segurança planetária, Lisa Pratt, é a de que as empresas comerciais comecem a reduzir o custo das missões espaciais e, sendo assim, maior será o número de lançamentos.
De tal forma, a diretora quer garantias de que todas as missões realizadas sejam seguras e que não poluam o sistema solar. Pratt ainda declara que não gostaria de outro Tesla Roadster a passear pelo espaço, ou que o lixo terrestre seja descartado em Marte.
Existe a possibilidade do Tesla poder aterrissar no planeta vermelho, ainda que esta seja uma possibilidade pouco provável. O carro se encontra em uma órbita entre a Terra e Marte, e o cenário mais plausível é o qual o Tesla irá colidir com a Terra.
Os cientistas avaliam a possibilidade em 6% de que o Tesla colida com a Terra durante o próximo milênio.
Além disso, o Tesla trouxe dois carregamentos secretos para o espaço: um minúsculo aparelho de armazenamento de dados com 360 terabytes de dados, o equivalente a quantidade de dados de 7 mil discos em Blu-Ray, e como já mencionado ele trouxe bactérias terrestres também.

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                 Fonte:http://www.mitografias.com.br/2015/03/sobre-o-ceu-entre-o-mito-e-a-ciencia-marte/

Referências:

2-https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/2018030110633780-tesla-musk-destruir-vida-marte/
3-https://sputniknews.com/world/201802111061548359-spacex-engineer-nerd-meme/
4-https://pt.wikipedia.org/wiki/Tesla_Roadster_de_Elon_Musk
5-http://www.mitografias.com.br/2015/03/sobre-o-ceu-entre-o-mito-e-a-ciencia-marte/

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens do blog.

Colaboradores:

Pedro Henrique Cintra, Pedro André Menezes de Moraes Amora, Nelson Fernandes e Jonh Esdras.

Autor do artigo:

Gustavo Sobreira Barroso

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

É verdade que o tempo transcorre de forma diferente no espaço?

Introdução:

Em algum momento de nossas vidas, todos nós ouvimos que o tempo transcorre de forma diferente no espaço. Será que o tempo no espaço realmente transcorre de forma diferente ao que é transcorrido na Terra?
Para entendermos melhor como o tempo funciona precisamos compreender uma das teorias mais revolucionárias do século XX, a famosa teoria da relatividade teorizada pelo físico alemão Albert Einstein no ano de 1915.

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Link:  https://www.biography.com/people/albert-einstein-9285408

Teoria da relatividade:

Em 1915, o físico alemão Albert Einstein desmentiu totalmente a ideia de que o tempo se comporta de maneira uniforme em todos os pontos do universo quando apresentou a sua famosa teoria da relatividade ao mundo. Esta teoria afirma que o tempo passa de forma relativa conforme o observador muda de referencial e velocidade no espaço. Esta teoria também afirma que o tempo é algo que se move constantemente. Mesmo no momento em que você está parando para ler esta postagem, o tempo continua a realizar seu movimento contínuo.
Em outras palavras, o tempo é relativo para todos. Para quem não entendeu esta última afirmação, vamos imaginar que eu consiga uma passagem para voar em um foguete a 80% da velocidade da luz durante quatro anos. Para mim, teriam se passado quatro anos, mas para quem estava na Terra teriam se passado dez anos. Resumindo, o tempo e o espaço são coisas que andam juntas. O tempo é relativo à velocidade em que se desloca no espaço.

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Link: http://www.esa.int/spaceinvideos/Videos/2011/06/ISS_with_Space_Shuttle_Endeavour_and_ATV-2_Docked

O tempo realmente transcorre de forma diferente no espaço?

Não! Mas como já dito, a velocidade com que nos deslocamos no espaço faz o tempo passar mais lentamente para nós. Ou seja, para os astronautas o tempo passa mais devagar porque eles estão se movendo muito rápido ao redor do planeta. Infelizmente, o efeito de dilatação temporal sentido pelos astronautas é extramente irrisório. Pois em seis meses, os astronautas ficam menos de um segundo mais jovem pelo fato de eles estarem se deslocando em velocidades extremamente inferiores a velocidade da luz.

                             Imagem relacionada
                                 
 Link:https://shelbyworld.wordpress.com/category/design/page/7/

Curiosidades sobre o fenômeno da dilatação temporal:

* A teoria de Einstein pode ser provada pelos satélites, já que eles se movem em altas velocidades ao redor da Terra. Por isso, os relógios dos satélites precisam ser acertados diariamente, pois eles sofrem atrasos de alguns milionésimos de segundos em relação ao tempo da Terra.
* Se nós pudéssemos viajar a velocidade da luz, o tempo pararia ao nosso redor simplesmente pararia.
*A gravidade também provoca dilatações no tempo, afetando o espaço-tempo ao seu redor. Mais detalhes sobre isso serão encontrados em uma próxima postagem.

Referências:

2-http://www.fisicamoderna.com.br/blog/vest/fm_dicas/ex03.pdf
3-https://pt.wikipedia.org/wiki/Relatividade_geral
4-http://ohiocitizen.org/no-time-frame-set-for-completing-final-coal-ash-regulations-epa-says/
5-https://www.biography.com/people/albert-einstein-9285408
6-https://shelbyworld.wordpress.com/category/design/page/7/

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens do blog.

Colaboradores:

Pedro Henrique Cintra, Pedro André Menezes de Moraes Amora, Gabriel Galheigo Rabello Sommer e Jonh Esdras.

Autor do artigo:

Gustavo Sobreira Barroso.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Não são aliens desta vez

Introdução:

Até três anos atrás, a praticamente desconhecida estrela KIC 8462852 - ou estrela de Tabby já que a primeira pessoa a falar nesta estrela foi a astrônoma americana Tabetha Boyajian da universidade de Lousiana - virou obsessão de vários astrônomos e loucos pelo espaço. A estrela ganhou esta fama repentina porque pesquisadores afirmaram que as drásticas variações de brilho da estrela poderiam ser explicadas porque a estrela poderia abrigar uma megaestrutura alienígena conhecida como esfera de Dyson. A ideia de alienígenas se afeiçoou tanto ao interesse público que mais de 1700 pessoas doaram 100 000 dólares para uma campanha do Kickstarter para financiar novas observações da estrela. De março de 2016 a dezembro de 2017, os astrônomos do observatório de Las Cumbres observaram a estrela com telescópios em todo o mundo. A campanha de observações observou quatro mergulhos de brilho de KIC 8462852 e as observações foram feitas por Tabetha Boyajian e mais duzentas pessoas.
Apesar da teoria da mega estrutura ser a mais tentadora, os cientistas encontraram uma explicação mais sólida para as variações extremas de brilho da estrela que afirma que as variações de brilho da estrela ocorrem devido a um monte de poeira que envolve a estrela. E isso significa que a teoria mais tentadora com envolvimento alienígena definitivamente não é a causa.
KIC 8462852 não é aclamada "a mais misteriosa estrela do universo" à toa, a estrela não age como qualquer estrela que já vimos. Suas flutuações de luz são extremas, escurecendo em até 20% o brilho da estrela às vezes e suas flutuações não são periódicas, o que exclui a possibilidade das flutuações serem provocadas por um trânsito planetário porque um planeta em órbita é capaz de escurecer uma estrela em no máximo 1% o brilho da estrela.
A estrela se localiza a 1280 anos-luz da Terra.


                         Resultado de imagem para estrela de tabby
                   Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=sU3cF5o_pJg

Afinal, o que é uma esfera Dyson?

Para quem não sabe, uma esfera de Dyson é uma hipotética mega estrutura alienígena primeiramente teorizada por Freeman Dyson a qual abrangeria uma estrela de modo a rodeá-la completamente, capturando toda ou grande parte de sua energia. A energia capturada da estrela por esta estrutura seria total ou quase totalmente aproveitada. Dyson especulou que tal estrutura seria uma consequência lógica da sobrevivência de quaisquer civilizações avançadas e ele ainda propôs que a busca de evidências sobre esta estrutura poderia levar à detecção de vida extraterrestre.
             
                                 Resultado de imagem para esfera de dyson
                          Fonte:https://megacuriosidades.net/segunda-esfera-de-dyson/
                                  Imagem hipotética de uma esfera de Dyson.

Parâmetros físicos de KIC 8462852:

KIC 846852 é uma estrela que possui uma massa 43% que a do Sol, um raio 58 % maior que o da nossa estrela. Apresenta uma temperatura com cerca de mil graus mais quente que o Sol. A estrela é aproximadamente cinco vezes mais luminosa que o Sol.

Porque a teoria da mega estrutura não é mais aceita?

Durante campanha de observações do ano passado, os astrônomos se certificaram em medir a luz da estrela em diferentes comprimentos de onda- a luz dos picos e vales de uma onda viajam certas distâncias. A luz vermelha e azul, por exemplo, possuem comprimento de ondas diferentes: a luz azul é muito mais curta e comprida, enquanto a luz vermelha é muito mais alongada e esticada. Medir a luz de atenuação de KIC 8462852 em diferentes comprimentos de onda pode dizer mais aos cientistas mais informações sobre quaisquer objetos que estejam passando sobre a estrela. É importante lembrar que certos tipos de material irão filtrar a luz de maneira diferente.
"Se um objeto opaco, como um planeta ou uma mega estrutura alienígena, passasse na frente da estrela, isso bloquearia a luz vermelha e azul igualmente." Diz Jason Wrigth, um astrônomo e professor assistente da Universidade Estadual da Pensilvânia e um dos duzentos autores do mais recente artigo sobre KIC 8462852 que foi baseado em observações sobre a estrela em um período de 18 meses entre 2016 e 2017.
No entanto, os astrônomos descobriram que a luz azul foi muito mais bloqueada que a luz vermelha, isso já exclui a possibilidade de haver uma esfera de Dyson cobrindo a estrela porque uma estrutura deste tipo iria bloquear a luz azul e vermelha igualmente.
Uma vez que a luz azul tem comprimentos de ondas muito menores que a luz vermelha, ela é muito mais facilmente bloqueada por materiais menores como grãos finos como o pó. "Isso é característico de algo que está filtrando a luz". Diz Wrigth. " É o que você obtém quando você tem pó".
Em outras palavras, o que está bloqueando o brilho da estrela definitivamente não é opaco- como se espera de uma estrutura alienígena- e provavelmente filtra a luz como o pó.

Conclusão:

Fico claro que os mistérios da estrela de Tabby não estão relacionados com esfera de Dyson ou quaisquer estruturas extraterrestres, mas sim com a poeira em torno da estrela.
Apesar de agora sabermos que há um disco de poeira circundando a estrela, ainda não se sabe a origem da poeira e isso é mui importante para entendermos o comportamento anômalo da estrela de Tabby. Afinal, a poeira circundando a estrela pode vir da poeira que se aglomera para formar planetas. Já outra possibilidade de origem da poeira em torno de KIC 8462852 seria da destruição de planetas ou cometas. Por enquanto, esta questão está em aberto, mas futuramente teremos mais respostas sobre os mistérios desta estrela porque as observações sobre esta estrela vão continuar por um bom tempo e com isso teremos acesso muito mais informações.

                                                   
            Fonte:https://www.christiantoday.com/article/kic-8462852-update-astronomers-rule-out-the-possibility-of-alien-megastructure-as-cause-of-dimming/122984.htm
Imagem artística do disco de poeira que orbitaria em torno da estrela de Tabby.

Referências:

5-https://arxiv.org/pdf/1511.07908.pdf
6-https://en.wikipedia.org/wiki/Dyson_sphere
7-https://megacuriosidades.net/segunda-esfera-de-dyson/
8-https://www.christiantoday.com/article/kic-8462852-update-astronomers-rule-out-the-possibility-of-alien-megastructure-as-cause-of-dimming/122984.htm
9-http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/blog/observatorio/post/nao-sao-aliens.html
10-https://www.youtube.com/watch?v=sU3cF5o_pJg

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens do blog.

Colaboradores:

Pedro Henrique Cintra, Pedro André Menezes de Moraes Amora, Gabriel Galheigo Rabello Sommer e Jonh Esdras.

Autor do artigo:


Gustavo Sobreira Barroso.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Objeto espacial misterioso passa pelo sistema solar.

Introdução:

A NASA descobriu um asteroide, que anteriormente acreditava-se ser um cometa, previamente chamado de C/2017 U1, depois rebatizado de A/2017 U1.
Este corpo fora proveniente de outro ponto da galáxia, mas ele apareceu no sistema solar para lhe dar uma rápida visita e ir embora.

Descoberta:

A/2017 U1 foi detectado no dia 19 de outubro por meio do telescópio espacial Pan-STARRS 1, localizado no vulcão Haleakala que se localiza no Havaí, EUA. Rob Weryk, professor do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, foi o primeiro a identificá-lo.
No começo, os astrônomos o consideraram um cometa, mas, depois concluíram que na verdade se tratava de um asteroide.
A NASA conclui também que este pode ser o primeiro "objeto interestelar" a passar pelo sistema solar, pois Rob Weryk afirma que : "seu movimento não pode ser explicado como a órbita de um cometa ou asteroide do sistema solar". 
Considerando essa informação, ele acredita que o astro veio de fora do sistema solar, sendo assim, o primeiro objeto interestelar a passar pelo sistema solar.
O objeto foi encontrado próximo a estrela Vega, na constelação de Lira. O ponto mais próximo que esteve da estrela foi até dia 9 de setembro.
O mais perto da Terra que este asteroide chegou foi cerca de 24 milhões de quilômetros, no dia 14 de outubro e ele ainda esteve por baixo do nosso planeta neste mesmo dia. Nunca houve risco deste objeto sequer colidir corpo do sistema solar devido a sua grande velocidade que lhe permitiu escapar da atração gravitacional de todos os corpos do sistema solar.
Pôde-se provar que este corpo não veio do sistema solar por causa de sua passagem extremamente hiperbólica durante sua trajetória indica que nunca sofreu mudanças significativas devido às forças gravitacionais dos corpos do sistema solar, portanto, não se pode atribuir.

Detalhes físicos e orbitais:

Por ter sido descoberto recentemente, pouco se sabe sobre A/2017 U1. A partir da mudança de brilho do objeto, a equipe inferiu que o corpo possui um comprimento de 400 metros, um diâmetro (ou largura)de 40 metros, uma órbita com uma grande excentricidade que é igual a 1,19949, o que torna sua órbita hiperbólica e isso mostra que este objeto nunca mais passará pelo sistema solar. Como já foi dito anteriormente, a velocidade do objeto é suficiente para escapar da gravitacional de todos os outros objetos do sistema solar.
O objeto surgiu do ponto "de cima" do plano onde os planetas orbitam o Sol, mas devido a atração exercida pelo Sol, a trajetória do objeto fez uma curva e começou a passar por baixo do sistema solar. Ainda antes do Sol mudar sua trajetória devido a sua atração, ele ainda passou entre a órbita de Mercúrio e o Sol.
                
Órbita de A/2017 U1. A órbita tem um formato hiperbólico e ainda passou "por baixo" da Terra como vemos na imagem.

Curiosidade:

Há cem anos, o objeto estava localizado a cerca de 561 UA ( 84 bilhões de quilômetros) do Sol  e este estava viajando a uma velocidade de 26,33 km/s em direção ao Sol. A velocidade do objeto continuou aumentando até alcançar 87,71 km/s. No dia da descoberta, o objeto já havia tido sua velocidade reduzida para 46 km/s e ele continuará assim até voltar a sua velocidade original de 26 km/s.
O semieixo-maior de sua órbita é -1,2799 UA e a sua rotação dura 7,34 horas.
Sua velocidade em relação a outras estrelas próximas do sistema solar está próxima de 5 km/s, o que também indica sua origem.
Estudos indicam que este objeto é proveniente de uma nuvem de Oort do sistema de Alfa Centauri, o sistema mais próximo da Terra.
Em 2019, o objeto passará pela órbita de Saturno e ele deixará o sistema solar em apenas 20 000 anos (pouco para o tempo astronômico).

Referências:



3-http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/nasa/objeto-espacial-misterioso-move-se-e-intriga-cientistas

4-https://arxiv.org/pdf/1710.11364.pdf

5-https://arxiv.org/pdf/1711.05687.pdf

6-https://www.noao.edu/news/2017/pr1706.php

7-http://www.sci-news.com/astronomy/interstellar-asteroid-oumuamua-05449.html

8-https://arxiv.org/pdf/1711.06214.pdf

9-https://www.eso.org/public/images/eso1737f/

10-https://www.nature.com/articles/nature25020.epdf?referrer_access_token=bdqPVtReonAiHVzXKdj6l9RgN0jAjWel9jnR3ZoTv0Meq0Enr9vXzn_d5_zYhkBmRZHHUjosLCeQatwP0_3DgloqIT2k2nDNmIuPHWlSP96wFM1Qt1ZhALVS989svMNRCxQ-Yl-TbfzpqgS-2Lsp6jaa7NA4IK9VHmSI_X4Km3XIfx1NwHK5oBsVjpBekAY5oaKnI8U0UpehT0cbnw5EdQ%3D%3D

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens do blog.

Colaboradores:

Pedro Henrique Cintra, Pedro André Menezes de Moraes Amora, Gabriel Galheigo Rabello Sommer.

Autor do artigo:


Gustavo Sobreira Barroso.


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Tau Ceti

Introdução

Tau Ceti é uma estrela anã localizada a cerca de 12 anos-luz que possui cinco planetas que foram descobertos em 2012, sendo que, dois não foram confirmados.
Todos os planetas apresentam composição rochosa e a

Paralaxe:

Baseado em pesquisas realizadas em 2012, pode-se dizer que Tau Ceti apresenta uma paralaxe de 0,27396 segundos de arco, o que é equivalente a 3,65 parsecs ou 11,9 anos-luz.
Estes planetas foram anunciados no dia 19 de dezembro de 2012.
                                Resultado de imagem para tau ceti
Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Tau_Ceti

Detalhes físicos de Tau Ceti A- a estrela mãe do sistema:

Tau Ceti é uma estrela anã vermelha que pertence a classe espectral M4.5, possui uma massa de 0,13 massa solares e uma temperatura efetiva de 5344 K. Possui uma luminosidade equivalente a 0,488 vezes a luminosidade do Sol. Tau Ceti possui uma magnitude visual de 12,1, sendo assim, não visível a olho nu.
A estrela possui um raio de 0,793 vezes o raio do Sol.
A estrela apresenta uma idade de 5,8 bilhões de anos, sendo assim, um pouco mais antiga que o Sol.
Esta estrela possui uma rotação de 34 dias.
                       

Tau Ceti  e Tau Ceti b (órbita e detalhes físicos do planeta):

Tau Ceti e Tau Ceti b se orbitam com um semieixo maior de 0,105 UA em um período orbital de 13,965 dias ao longo de uma orbita que apresenta uma excentricidade de 0,0, sendo assim, uma órbita circular.
Tau Ceti b é um planeta extrassolar  possui uma massa mínima de duas vezes a massa da Terra.

Tau Ceti e Tau Ceti c (órbita e detalhes físicos do planeta):

Tau Ceti e Tau Ceti c se orbitam com um semieixo maior de 0,195 UA em um período orbital de 35,362 dias ao longo de uma órbita que apresenta uma excentricidade menor que 0,04.
Tau Ceti c é um planeta extrassolar que possui uma massa mínima de 3,1 vezes a massa da Terra, o que é uma massa semelhante a da Terra.                                                                                                    
                                                              

Os planetas alienígenas nas proximidades não são tão amigáveis ​​depois de tudo
Fonte:https://www.space.com/29191-exoplanets-tau-ceti-alien-life.html

Tau Ceti e Tau Ceti d (órbita e detalhes físicos do planeta):

Tau Ceti  e Tau Ceti c se orbitam com um semieixo maior de 0,374 UA em um período orbital de 94,11 dias ao longo de uma órbita que apresenta uma excentricidade de 0,08.
Tau Ceti d é um planeta extrassolar  possui uma massa mínima de 3,6 vezes a massa da Terra.

Tau Ceti e Tau Ceti e (órbita e detalhes físicos do planeta):

Tau Ceti e é um planeta não confirmado.
Tau Ceti  e Tau Ceti c se orbitam com um semieixo maior de 0,552 UA durante um período orbital de 168,12 dias ao longo de uma órbita que apresenta uma excentricidade de 0,05
Tau Ceti d é um planeta extrassolar  possui uma massa mínima de 4,3 vezes a massa da Terra.

Tau Ceti e Tau Ceti f (órbita e detalhes físicos do planeta):

Tau Ceti f é um super-planeta não confirmado orbitando Tau Ceti. 
Ambos se orbitam com um semieixo maior de 1,35 UA em um período orbital de 642 dias ao longo de uma órbita que apresenta uma excentricidade de 0,03.
Sua órbita lhe coloca na zona habitável, apesar de não se ter certeza se este planeta pode ser habitado por causa do risco de este planeta ser constantemente bombardeado pelos cometas e asteroides oriundos do disco de detritos do sistema.
Tau Ceti d é um planeta extrassolar  possui uma massa mínima de 6,6 vezes a massa da Terra, sendo assim, uma super-terra.

Disco de detritos:

Em 2004, uma equipe de astrônomos no Reino Unido liderada por Janes Graves descobriu que Tau Ceti possui um disco de detritos que possui dez vezes mais a quantidade de material  cometário e asteroide orbitando-o do que o Sol. Isto foi descoberto medindo o disco de poeira fria em órbita da estrela produzida pelas pequenas colisões que ocorrem no disco. Este resultado impede a formação de vida complexa, pois qualquer planeta sofreria graves eventos de impactos dez vezes maior nos que ocorrem no sistema solar.
Graves observou em sua pesquisa que "é provável que [quaisquer planetas] experimentem um bombardeio constante de asteroides do tipo que acredita-se ter destruído os dinossauros". No entanto é possível que haja não ser um planeta gasoso como Júpiter pudesse desviar os cometas e asteroides.
O disco de detritos foi descoberto medindo a quantidade de radiação emitida pelo sistema na porção infravermelho distante do sistema. O disco apresenta uma característica simétrica centrada na estrela e o raio externo é próximo de 55 UA. A falta de radiação infravermelha nas partes mais quentes do disco implicam um corte interno em um raio de 10 UA.
Em comparação com o cinturão de Kuiper do sistema Solar que se entre de 30 a 50 UA. Para manter-se sobre um longo tempo, este anel deve ser abastecido constantemente por colisões de corpos maiores. Grande parte do disco de Tau Ceti parece estar em órbita de Tau Ceti a uma distância de 35 a 50 UA, bem distante da zona habitável do sistema. A esta distância de sua respectiva estrela, este disco pode ser um análogo ao cinturão de Kuiper que fica fora da órbita de Netuno no sistema solar.
O disco de Tau Ceti nos mostra que as estrelas não precisam perder discos grandes à medida que envelhecem e que um cinto tão grande pode não ser um fenômeno incomum entre as estrelas semelhantes ao Sol.
O cinto de Tau Ceti é 20 vezes menos denso que o disco em torno de seu vizinho, Epsilon Eridani.
A falta relativa de detritos ao redor Sol pode ser o caso incomum em estrelas semelhantes a nossa. O astrônomo britânico Mark Wyatt, membro da equipe de Janes Graves, diz que o Sol pode ter passado relativamente perto de outra estrela em algum momento de sua história e que em outro encontro, esta estrela teria despojado grande parte dos asteroides e cometas de todo o Sol.
Estrelas com grandes discos de detritos alteraram o pensamento sobre as formações planetárias; estrelas com grandes discos de pó e detritos, onde o pó é gerado por continuamente por colisões, poem formar planetas prontamente.
                                                     Resultado de imagem para disco de detritos
Disco de detritos do sistema de Beta Pictores a 63,4 anos-luz da Terra.
Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Beta_Pictoris

Notas:

* UA é o acrônimo de Unidade Astronômica. Uma unidade astronômica é equivalente a distância entre a Terra e o Sol.

Referências: 

3-https://arxiv.org/pdf/1408.2791.pdf
4-https://pt.wikipedia.org/wiki/Beta_Pictoris
5-https://www.space.com/29191-exoplanets-tau-ceti-alien-life.html
6-https://web.archive.org/web/20071224211320/http://media.newscientist.com/article.ns?id=dn6123

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens do blog.

Colaboradores:

Pedro Henrique Cintra, Pedro André Menezes de Moraes Amora, Gabriel Galheigo Rabello Sommer.

Autor do artigo:


Gustavo Sobreira Barroso.


domingo, 8 de outubro de 2017

YZ Ceti.

Introdução

YZ Ceti é uma estrela anã localizada a cerca de 12 anos-luz que possui três planetas que foram descobertos em 2016, mas foram anunciados em 2017.
Todos os planetas apresentam composição rochosa e alguns deles são habitáveis.

Paralaxe:

Baseado em pesquisas realizadas em 2017, pode-se dizer que YZ Ceti apresenta uma paralaxe de 0,27101 segundos de arco, o que é equivalente a 3,9 parsecs ou 12 anos-luz.
Estes planetas foram anunciados no dia 10 de agosto de 2017.

Detalhes físicos de YZ Ceti A- a estrela :

YZ Ceti é uma estrela anã vermelha que pertence a classe espectral M4.5, possui uma massa de 0,13 massa solares e uma temperatura efetiva de 3056 K. Possui um raio equivalente a 0,168 vezes o raio do Sol. YZ Ceti possui uma magnitude visual de 12,1, sendo assim, não visível a olho nu.
A estrela apresenta uma idade de 5 bilhões de anos, sendo assim, um pouco mais antiga que o Sol.
                                Resultado de imagem para YZ ceti
YZ Ceti, uma das estrelas mais próximas da Terra e muito próxima do sistema estelar de Tau Ceti, a estrela mais brilhante da imagem.
   Fonte:http://ourstellarneighborhood.blogspot.com.br/2007/07/yz-ceti.html

YZ Ceti  e YZ Ceti b (órbita e detalhes físicos do planeta):

YZ Ceti e YZ Ceti b se orbitam com um semieixo maior de 0,01557 UA em um período orbital de 1,96876 dias ao longo de uma orbita que apresenta uma excentricidade de 0,0, sendo assim, uma órbita circular.
YZ Ceti b é um planeta extrassolar  possui uma massa de 0,75 vezes a massa da Terra.

YZ Ceti eYZ Ceti c (órbita e detalhes físicos do planeta):

YZ Ceti e YZ Ceti c se orbitam com um semieixo maior de 0,0209 UA em um período orbital de 3,06008 dias ao longo de uma órbita que apresenta uma excentricidade menor que 0,04.
YZ Ceti c é um planeta extrassolar que possui uma massa de 0,98 vezes a massa da Terra, o que é uma massa semelhante a da Terra.

YZ Ceti e YZ Ceti d (órbita e detalhes físicos do planeta):

YZ Ceti  e YZ Ceti c se orbitam com um semieixo maior de 0,02764 UA em um período orbital de 4, dias ao longo de uma órbita que apresenta uma excentricidade de 0,119.
YZ Ceti d é um planeta extrassolar  possui uma massa de 1,14 vezes a massa da Terra.

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens do blog.

Colaboradores:

Pedro Henrique Cintra, Pedro André Menezes de Moraes Amora, Gabriel Galheigo Rabello Sommer.

Autor do artigo:


Gustavo Sobreira Barroso.